Manhã do terceiro dia após
chegada a Dublin. As impressões são fundamentalmente do centro da cidade, que ainda
não houve tempo nem pernas para ver mais. Já percebi que vou andar muito a pé
aqui: os transportes são caros, à excepção da rede de bicicletas que ainda não
me atrevo a experimentar por ser o trânsito feito ao contrário do que estou
habituada.
Dizer que em Dublin está sempre a
chover é um exagero. Em rigor, está quase sempre “a modos que para chover”, o
que não é a mesma coisa. Céu branco de nuvens. Para já – mas ainda estamos no
Verão, é certo – as chuvas não foram fortes; foi raro precisar de abrir o
chapéu-de-chuva, sobrevive-se com um impermeável com capuz. Hoje o começo do
dia surpreendeu-me com um céu azul límpido, que não sei quanto tempo vai durar,
mas que me fez sorrir logo pela manhã!
A contrastar com o habitual
branco – e não cinzento – do céu, surge o verde das árvores. Há vários parques
e árvores pelas ruas e até edifícios cobertos de flores e trepadeiras. Gosto
muito. Este facto, conjugado com a organização urbana que não é feita em
altura, fazem-me sentir numa intersecção de cidade e campo.
Aqui no centro da cidade é
mantida a arquitectura do século XVIII (vide Georgian Dublin, Palladian
architecture). Edifícios públicos (governamentais, universitários) inspirados
nos templos greco-romanos, e casas com aquele tijolo entre o vermelho e o
castanho, com portas amorosas, das quais gosto muito.
O campus da Trinity College é,
simplesmente, a minha cara! É lindo, muito amplo, muito verde, cheio de
história e de vida! Foi construída no século XVI, ainda no reinado da rainha
Elisabeth I, senhora por quem nutro uma admiração especial. E eu vou poder
trabalhar lá todos os dias! Acabaram-se as lágrimas à Segunda-feira.
Toda a gente com quem me tenho
cruzado no comércio, serviços ou para pedir informações, tem sido muito
simpática. No entanto, ainda não conheço ninguém de perto, pelo que não posso
alongar-me sobre o assunto. Vêem-se muitas pessoas entre o louro e o ruivo, com
olhos claros. Há, também, muitas pessoas de outros países, sobretudo jovens
adultos.
O único supermercado a que fui
impressionou-me negativamente quanto a fruta e legumes. Acho que hoje há um
mercado… vou investigar…
Encontrar um quarto parece-me
difícil. As rendas são muito elevadas. Os quartos mais baratos são partilhados
com alguém ou então quartos individuais, mas em casas de família. Hoje tenho
visitas agendadas, e ainda não perdi a esperança de encontrar um quarto
individual, numa zona minimamente próxima e por um preço aceitável. Veremos!
(To be continued…)
| Baggot St, Dublin. Os ditos tijolos. |
| Baggot St, Dublin. As ditas portas. |
| As ditas trepadeiras |
| Trinity College Dublin |
| Trinity College Dublin. |
Gostei muito da descrição Ju! Boa sorte para o quarto! Bjs
ResponderEliminar:) obrigada!
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